A JORNADA “MÍSTICA” DO “CRISTIANISMO DE DIREITA”

Nos últimos dias temos percebido o aumento artificial da tensão entre a ala progressista da Igreja Católica e a Tradicionalista perenialista. Antes de qualquer outra coisa, é importante salientar que essas duas correntes formam uma falsa dialética e suas origens espirituais são as mesmas, onde a intenção delas é a destruição do Catolicismo, o que certamente não ocorrerá, principalmente na atualidade porque o Papa Francisco está tomando decisões corretas, inclusive nos afastamentos e outras punições que vem impondo ao clero, e isso ficará mais claro no terceiro texto desta série.

Obviamente a maioria dos conservadores da direita, como eu, tem a clara percepção da incompatibilidade do comunismo com a doutrina católica e os erros espirituais perpetuados pela Teologia da Libertação, mas o problema é que poucas pessoas compreendem a mística gnóstica e a influência russa dentro do movimento tradicionalista perenialista, e é aí onde reside o problema.

Neste texto não entrarei nas polêmicas envolvendo o clero católico, mas sim expor alguns preceitos importantes que originam as ideias de “Grande Despertar” e “Grande Reset”, inspiradas no movimento histórico protestante do que surgiram da maçonaria europeia, principalmente na Inglaterra e suas colônias, chamado Great Awakening e que foi contraposto dialeticamente pelo iluminismo e, mais recentemente, utilizado por Aleksandr Dugin em seu livro, além de outros autores, como Alex Jones, para pavimentar um processo revolucionário como o great awakening vs enlightenment proporcionou historicamente, trazendo a Revolução Americana e Francesa.

Vamos alongar um pouco para explicar as origens espirituais, começando pelo surgimento do movimento “I AM” e a constante presença de um “Tibetano” se comunicando por meio de “canalizações” nos mitos das religiões gnósticas.

A TEORIA DA TERRA OCA

No século XVII, para somar com as ideias de um continentes e civilizações perdidos, começa a surgir uma nova proposta da composição e formato da Terra, onde, de acordo com teorias de magnetismo, a Terra seria oca. Essas ideias começaram a aparecer quando os primeiros europeus documentados a visitar o Tibete, os missionários jesuítas portugueses, António de Andrade e Manuel Marques, chegaram em 1624. Um ano depois, com o total apoio do Rei e da Rainha de Guge, Andrade e Marques estabeleceram uma missão permanente em Tsaparang, no Vale Garuda, na região de Ngari, no oeste do Tibete. A conselho de Andrade, uma segunda missão jesuíta foi enviada da Índia ao sul do Tibete em 1627. Supostamente recebidos pelo Rei de Ü-Tsang, os missionários portugueses João Cabral e Estêvão Cacella estabeleceram a sua missão lá em Shigatse em 1628, e forneceram a primeira informação sobre Shambhala a chegar ao Ocidente. Dado que ambas as missões portuguesas foram evacuadas em 1635, depois de se terem envolvido nas lutas pelo poder pelo controle do Tibete naquela altura, seriam necessários mais vinte e cinco anos antes da próxima visita europeia documentada ao país. Os primeiros europeus a conhecer um Dalai Lama foram provavelmente os dois jesuítas, Johannes Grueber da Áustria e Albert Dorville, que viajaram por Lhasa em 1661 no caminho de Pequim para Agra, na Índia. É desta expedição que surge a gravura em China Illustrata, do jesuíta e cabalista Athanasius Kircher, que supostamente retrata o 5º Dalai Lama Lobsang Gyatso. Kircher citou como fontes a astrologia caldeia, a cabala hebraica, o mito grego, a matemática pitagórica, a alquimia árabe e a filologia latina. Kircher afirmou ter decifrado a escrita hieroglífica da antiga língua egípcia, mas a maioria de suas suposições e traduções neste campo foram posteriormente consideradas incorretas. Em Oedipus Aegyptiacus, ele argumentou que Hieróglifo era a língua falada por Adão e Eva, que Hermes Trismegisto era Moisés e que os hieróglifos eram símbolos ocultos que “não podem ser traduzidos por palavras, mas expressos apenas por marcas, caracteres e figuras”. A obra de Kircher, foi muito utilizada nos esforços missionários, pois ele tentou fazer uso da tradição de John Dee, ao ilustrar uma versão “egípcia” do símbolo da Monas Hieroglyphica em um de seus volumes. Duas obras de Kircher são referencias para a teoria da terra oca: “Mundus subterraneus, quo universae denique naturae divitiae” e “Magnes sive de Arte Magnetica” (dois livros que influenciaram Edmond Halley, do Cometa Halley). O mais famoso dos primeiros missionários europeus a visitar o Tibete foi Ippolito Desideri ou Hippolyte Desideri, que foi o primeiro europeu documentado a ter estudado e compreendido com sucesso a língua e a cultura tibetanas.

Em 1738, o místico sueco Emmanuel Swedenborg aparentemente contatou alguns jesuítas interessados em alquimia quando visitou a Real Academia de Ciências de Turim, que ficava no antigo claustro jesuíta. Na Academia estava a premiada exposição da Tabula Isiaca que fascinava os maçons desde a época de Sir Robert Moray. Em Oedipus Aegyptiacus, Kircher usou a tabuinha como fonte primária para desenvolver suas traduções de hieróglifos egípcios, que agora são conhecidos por serem incorretos. Ao ler as obras de Kircher, Swedenborg aprendeu sobre a interpretação cabalística da tabuinha feita pelo estudioso jesuíta, que se baseava fortemente no Sepher Yetzirah e no Zohar. Através da influência de Swedenborg, o Tantra da Mão Esquerda ensinou um repúdio à moralidade convencional, onde os seguidores de Sabbatai Zevi podiam ver uma semelhança com a sua própria doutrina da “Santidade do Pecado”, o que contribuiu para a lenda de uma “Cabala Oriental” na Maçonaria. Swedenborg explica que a Palavra Perdida, um símbolo importante na Maçonaria, já existia na Ásia muito antes dos israelitas. A Maçonaria atinge o seu clímax no simbolismo da Palavra Perdida e na busca pela sua recuperação. A história mítica da Maçonaria afirma que existiu uma vez uma Palavra de grande poder, que era conhecida apenas por alguns, mas que acabou sendo perdida durante a construção do Templo de Salomão.

Atravessando o continente atlântico, essas ideias começaram a se propagar nos Estados Unidos, primeiro na obra Symzonia: A Voyage Of Discovery, de John Cleves Symmes Jr e, depois do sucesso do francês Júlio Verne com as obras Viagem ao Centro da Terra e 20 Mil Léguas Submarinas, temos outro americano, Ignatius Donnelly, com “Atlantis: The Antediluvian World” e “Ragnarok: The Age Of Fire And Gravel”. Finalmente chegamos num dos livros que mais influenciaram o ocultismo Norte Americano, A Dweller on Two Planets, um livro escrito por Frederick Spencer-Oliver, que nasceu em 1866. O livro foi concluído em 1886 e em 1894 o manuscrito foi datilografado e protegido por direitos autorais e novamente em 1899, devido a um acréscimo. Não foi publicado até 1905, por sua mãe Mary Elizabeth Manley-Oliver, seis anos após a morte de Oliver em 1899. Em sua introdução, Oliver afirma que o livro foi canalizado através dele por meio de escrita automática, visões e “ditados” mentais, por um espírito que se autodenomina Phylos, o Tibetano, que lhe revelou a história durante um período de três anos, começando em 1883. O relato de Oliver, que discutia uma cidadela escondida de Mestres Atlantes dentro da montanha, tornou-se popular entre as comunidades ocultistas e teosóficas na América. Spencer Lewis, fundador da ordem Rosacruz AMORC, publicou Lemuria: The Lost Continent of the Pacific (1931), que afirmava que Shasta estava repleta de cavernas nas quais antigos mestres lemurianos preservaram sua antiga sabedoria. De acordo com os antigos manuscritos supostamente em sua posse, o norte da Califórnia já fez parte da Lemúria, onde Shasta estava entre as montanhas mais altas do mundo, tornando-se um refúgio ideal para aqueles que procuravam escapar do grande dilúvio.

Nessa época temos também Olga Froebe-Kapteyn, amiga de Jung que foi próxima da então presidente da sociedade Teosófica Annie Besant e de Krishnamurti. No final da década de 1920, após sete anos de “concentração disciplinada”, enquanto visitava seu irmão que morava nos EUA, ela foi apresentada à teosofista Alice Bailey. Em 1920, surgiu uma disputa sobre a liderança de Annie Besant, cuja posição como presidente havia sido prejudicada pelas consequências do “Instrutor Mundial” Krishnamurti. Seguindo mensagens canalizadas de forma independente que ela recebeu em 1919, Bailey rompeu com a Sociedade Teosófica. Em 1923, ela fundou a Escola Arcana com base nas canalizações de um “Mestre Ascenso” a quem ela chamou de Djwahl Khul, também denominado “Tibetano”. Foi finalmente Jung quem induziu Froebe-Kapteyn a se afastar do grupo que cercava Bailey. Quando Jung viu suas “Placas de Meditação”, ele disse que era possível ver que ela “estava lidando com o diabo”. é interessante lembrar que o Monte Verità (A Montanha da Verdade), foi fundada por Henri Oedenkoven e Ida Hofmann e era uma comuna utópica perto de Ascona, que se tornou uma espécie de paraíso da boemia e do ocultismo da Nova Era, apresentando experimentação em surrealismo, paganismo, feminismo, pacifismo, nudismo, psicanálise e cura alternativa. Ida Hofmann, foi uma das maiores astrólogas do Brasil – sim, no Brasil, Ida Hoffmann se estabeleceu na região do Palmital, há uns 30 km da cidade de Joinville, Santa Catarina.

A seita I AM, os OVNIS e nazistas

Os fundadores da Seita “I AM”, Guy e Edna Ballard, criaram a Fundação Saint Germain em 1932 após “entrarem em contato” com o Mahatma chamado “Mestre Ascensionado Saint Germain”. Os Ballards recrutaram a equipe sênior de William Dudley Pelley (que criou uma milicia chamada Camisas Prateadas inspirada nos Camisas Marrons de Hitler), e plagiaram seus livros e ideias para criar o culto “I AM”, que compartilhava membros que também faziam parte dos Camisas Prateadas. O movimento tinha até um milhão de seguidores em 1938. O culto “I AM” é o que Christopher Partridge caracterizou como uma “religião OVNI”, todas influenciadas pelas obras de Alice Bailey e pela Teosofia. Durante seu primeiro encontro telepático, Ballard conheceu St. Germain em uma caverna sob o Monte Shasta, que lhe mostrou um aparelho de televisão que poderia receber transmissões do planeta Vênus.

Pelley foi um roteirista de sucesso de Hollywood no auge da era do cinema mudo, que após uma “experiência extracorpórea” tornou-se um espiritualista e com atividades políticas de terceira via. No final das décadas de 1920 e 1930, ele popularizou a idéia de EQM, experiências de quase morte; começando em 1929. Pelley escreveu o primeiro artigo amplamente lido sobre o assunto, descrevendo sua visita ao mundo espiritual, onde Mentores celestiais o aconselharam nas verdades ocultas da vida. No entanto, agindo sob instruções “clariaudientes” de seus mentores, que exaltaram o destino de Adolf Hitler, Pelley foi inspirado a formar sua própria ordem paramilitar pró-Hitler, os Camisas Prateadas, iniciada em 1932. Pelley publicou um grande trabalho sobre extraterrestres chamado Star Guest, que consiste principalmente em comunicações canalizadas que Pelley afirmava ter recebido desde o final da década de 1920. De acordo com Pelley, seres sencientes vieram para a Terra de planetas próximos a Sirius, que cruzaram com formas de vida simiescas indígenas. Ele relacionou esta criação inter-racial, que causou a Queda, ao relato de Gênesis sobre os “filhos de Deus”. Segundo Pelley, as raças híbridas tornaram-se corrompidas, por isso “as inteligências” enviaram mensageiros, dos quais Jesus era um, para reparar os danos (por isso muitos espiritas, como o Senador de direita Eduardo Girão que tem uma irmã e cunhado professores da entidade Teosófica Nova Acrópole, se dizem cristãos). Se os espíritos malignos não forem detidos, escreveu Pelley, “uma coligação de nações orientais, da qual a Rússia é líder, irá subjugar o globo, reduzindo os seus povos brancos e cristãos à escravidão”.

Também envolvidos com Pelley no movimento “I AM”, estavam dois dos primeiros “contatados” de OVNIs, George Adamski e George Hunt Williamson, os primeiros a se apropriarem das descrições de seres de outros planetas de Swedenborg. Embora os primeiros “contatos” da religião OVNI tenham sido a comunicação telepática com os Mestres Ascensionados, foi somente com o advento do acidente de Roswell em 1947 que surgiu o mito dos extraterrestres como pilotos de “discos voadores”. Os supostos discos de Adamski eram idênticos aos retratados nas supostas plantas nazistas capturadas, alimentando o mito de que os nazistas haviam desenvolvido naves antigravitacionais. Ele alegou ter fotografado naves de outros planetas, encontrado “venusianos” que ele chamou de “Irmãos Espaciais” e ter voado com eles. O astronauta “nórdico” que ele encontrou foi descrito como tendo aparência “ariana”, com longos cabelos loiros e olhos azuis.

Williamson eventualmente combinou sua própria canalização e as crenças de um pequeno culto de contatados liderado por Marion Dorothy Martin, conhecido como a Irmandade dos Sete Raios, para produzir uma série de livros sobre a história antiga e secreta da humanidade. Esses livros reescrevem o Antigo e o Novo Testamento para retratar cada figura-chave como uma reencarnação de uma das seis ou oito “entidades” diferentes e expandiram os ensinamentos teosóficos que os amigáveis Irmãos do Espaço no passado distante ensinaram à raça humana os rudimentos da civilização. Segundo Williamson, os astronautas também ajudaram na fundação das religiões judaica e cristã, personificando “deuses” e realizando “milagres” quando necessário. Martin, uma dona de casa de Chicago influenciada pela Teosofia e pela Cientologia, fez experiências com a escrita automática e uma profecia do Juízo Final. Jesus Cristo supostamente apareceu para ela enquanto ela estava morrendo e a curou pela imposição de mãos. As fontes extraterrestres de Martin, do planeta Clarion, informaram-na que haveria muita perda de vidas, praticamente todas, em 1955. Esse culto de Martin foi onde o Psicólogo Leon Festinger (quinto psicólogo mais citado do século XX) se infiltrou pra criar a gênese da teoria da DISSONACIA COGNITIVA, que o professor Olavo de Carvalho muito citou. Toda essa história influenciou Chico Xavier, inclusive aquela entrevista no programa Pinga Fogo, acredito que ele possa ter se inspirado nesse vídeo de referência.

A direita brasileira e alguns dos influencers do “despertar”

Isso tudo acabou também se misturando no movimento que formou a atual direita brasileira, e isso merece ser catalogado. Dois influenciadores geopolíticos ou “exopoliticos” que podemos citar que seguem essa linha são Luciano Cesa, divulgador da Igreja Universal Triunfante, que é uma continuação da Summit Lighthose da médium Elisabeth Clare Prophet no Brasil, religião que explicarei mais adiante, e Luiz Antônio Peixoto Valle do canal Xeque Mate Global no YouTube, que é crente na Lei do Uno, ou Material de Rá.

A Lei do Uno é uma série de transcrições de 106 sessões mediúnicas de suposta autoria de uma “inteligência coletiva que se desenvolveu há cerca de 2 bilhões de anos no planeta Vênus” e se auto intitula um complexo de memória social chamado Ra, um grupo de almas individuais, em um grau maior de evolução espiritual, que foram canalizadas em transe profundo por Carla L. Rueckert (McCarty) no início dos anos 80. A série apresenta as transcrições exatas do diálogo entre Don Elkins e Ra, e foi publicada entre 1982 e 1998. O Material de Ra deixa claro a relação íntima entre a evolução espiritual e o fenômeno ÓVNI. Segundo Ra, o que nós chamamos de ÓVNIs são, quando positivos em essência, entidades de densidades de consciência mais elevadas que têm como intuito semear na consciência humana o fato de que nós não estamos sozinhos e que há muito mais a se levar em consideração em nossas próprias existências do que o que nossos sentidos nos oferecem. E o que os impede de interagir diretamente conosco é a chamada “primeira distorção da Lei do Uno”, a Lei do Livre Arbítrio, ou o que eles denominam Lei da Confusão. Esta evolução é baseada em um sistema Gurdjieffiano de octavos, sendo que a oitava densidade é o retorno ao criador para a formação de um novo octavo. O processo de seleção daquelas almas capacitadas a progredir através das densidades é chamado de Colheita e é, segundonseus adeptos, exatamente neste estágio que a Terra se encontra atualmente, numa colheita para o que seria a quarta densidade espiritual, ou de consciência.”

Luiz Antônio Peixoto Valle aparentemente crê que é um “Andarilho”. Um ponto-chave apresentado no Material é o conceito de Andarilhos, que são almas mais evoluídas espiritualmente que vieram à Terra para auxiliar nessa “colheita”. O entendimento do papel dos Andarilhos no desenvolvimento da Colheita demanda o entendimento de outro conceito tratado no Material que é a Consciência Planetária que, parecido com a noosfera de Teilhard de Chardin, é a soma da vibração de consciência de todos os seres terrenos. Quando os Andarilhos nascem aqui eles passam a fazer parte dessa Consciência Planetária e têm a oportunidade de alimentá-la com a “pureza de coração” e “vibrações de amor e entendimento” são mais eficientemente difundidas na Consciência Planetária, ou como Carl G. Jung a batizou, o inconsciente coletivo”.

Pouco antes dessa seita da Lei do Uno, houve outro movimento que provavelmente exerceu influência em Carla L. Rueckert, que se inspiraram em Williamson e nas canalizações de George King, e criaram o COMANDO ASHTAR. A mais proeminente entre esses canalizadores foi Thelma B. Terrell, também conhecida como Tuella, que enfatizou o papel dos extraterrestres na evacuação das almas “purificadas” da terra, a fim de escapar das calamidades futuras. Embora as mensagens de Tuella venham de muitos associados de Ashtar, Hatonn parece ter ganhado um destaque especial entre eles. Hatonn não é apenas um “Grande Comandante”, mas também “o Guardião dos Registros da Galáxia e os registros são mantidos no planeta que leva seu nome”. Hatonn inspirou a criação da revista Phoenix para publicar suas comunicações de rádio. Central para o desenvolvimento das publicações da Phoenix foi George Green, que afirmou ter visto uma nave alienígena na Base Aérea de Edwards em 1958. De acordo com Green, ele foi contatado por “seres espaciais” e firmou um acordo com eles para “publicar o material transmitido da espaçonave chamada ‘a fênix'”. O título completo de Hatonn é Comandante Gyeorgos Ceres Hatonn, e ele afirma ser “Comandante-em-Chefe, Transição do Projeto Terra, Comando de Voo do Setor Plêiades, Frota da Federação Intergaláctica – Comando Ashtar; Representante da Terra no Conselho Cósmico e no Conselho da Federação Intergaláctica para a Transição da Terra.” Ele disse que tinha “bem mais de um milhão de naves” sob o seu comando e que a sua missão “é remover o povo de Deus do planeta quando isso for necessário… se isso for necessário”.

Voltando à outro brasileiro envolvido com religiões OVNI, temos o Luciano Cesa, que divulga a Igreja Universal e Triunfante, uma organização religiosa da Nova Era fundada nos Estados Unidos em 1975 por Elizabeth Clare Prophet Influenciada pela Teosofia e pelo I AM, a Igreja originou-se como The Summit Lighthouse, estabelecida por Mark L. Prophet em 1958. Ele afirmava ser um Mensageiro que canalizava mensagens dos Mestres Ascensionados para a humanidade. O nome da igreja é inspirado em sua mãe, que era católica e, para o catolicismo existe a “Igreja Militante e Igreja Triunfante”, uma se refere aos cristãos vivos e a outra aos cristãos no Céu. Como milenarista, Prophet afirmou que o mundo havia entrado em um “período de perigo de carma negativo acelerado” e que isso precipitaria um ataque nuclear soviético contra os Estados Unidos. Ela insistiu que o projeto liberalizante da glasnost do líder soviético Mikhail Gorbachev era uma frente de propaganda e que seu governo estava planejando um ataque nuclear. Em uma mensagem de Ação de Graças de 1986 que ela alegou ter vindo de Saint Germain, Prophet afirmou que a Igreja deve começar a preparar abrigos subterrâneos para sobreviver a uma guerra nuclear. Em 15 de março, cerca de 7.000 membros da seita entraram em abrigos. Na manhã de 16 de março, muitos membros deixaram os abrigos e descobriram que o ataque nuclear não havia ocorrido e muitos reavaliaram imediatamente suas crenças e cerca de um terço dos membros da Igreja rompeu imediatamente com o grupo. Muitos membros da Igreja deixaram seus empregos para fugir para o complexo e gastaram suas economias comprando suprimentos de sobrevivência, deixando-os financeiramente falidos. Prophet afirmou que o ataque nuclear não se materializou, não porque as suas previsões originais estivessem incorretas, mas porque as orações da Igreja ajudaram a evitar o desastre.

Esse clima de tensão apocalíptica inspirou outro movimento, que acreditava que o mestre ascensionado Saint Germain novamente estava se comunicando com adeptos das religiões OVNI e que haveria uma lei de NESARA/GESARA, que gerou uma especulação por ouro, mas isso vocês podem observar neste documentário do YouTube que recomendo fortemente que assistam, e que é “pai do QAnon”. Atualmente esse movimento sofreu um upgrade e seus adeptos, como o Luciano Cesa creem que vamos entrar numa era de ouro de aquários e passaremos a utilizar ouro e criptomoedas.

No próximo texto relacionarei os influenciadores da direita gnóstica, principalmente americana, financiada pelo Kremlin.

Mestres Ascensionados

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