Quem é John Galt?



A resposta rápida é: Lúcifer.

Quando penso na defesa do egoísmo, como descrito n’O Gene Egoísta, de Dawkins, costumo associar ao objetivismo. Acredito também que o movimento Libertarianismo/Objetivismo americano tem muito de ocultismo e satanismo. Sempre desconfio de movimentos que tem como símbolos deuses rebeldes, como Atlas, Prometeu, Fraus, Laverna…

O principal promotor do Discordianismo foi a celebridade de Esalen, Robert Anton Wilson, um colaborador de longa data do agente da CIA Timothy Leary, e um porta-voz da cultura psicodélica, que fascinava o misticismo, as teorias da conspiração e Aleister Crowley. Eles identificaram esse caos com Discórdia, o equivalente romano de Eris, a deusa grega da discórdia. Segundo a mitologia grega, a deusa Eris jogou uma maçã da discórdia no meio da festa dos deuses no casamento de Peleu e Thetis como um prêmio de beleza, provocando assim uma disputa de vaidade entre Hera, Atena e Afrodite que acabou levando à Guerra de Tróia.

O discodianismo está ligado ao satanismo em sua rejeição da existência de um Deus superior e uma espécie de “niilismo positivo” nietzschiano. Mas, em vez de ficarem intoxicados com o “Triunfo da Vontade”, os Discordianos olham para a ausência de significado no mundo e, em vez disso, riem e zombam de qualquer um que leve isso a sério. Eles seguem os tolos castigados na Bíblia por dizerem: “Comam, bebam e divirtam-se, pois amanhã morreremos”. Por meio de sua brincadeira, eles se tornam missionários de seu niilismo, zombando de tudo e de todos na tentativa de tirá-los de sua suposta indiferença e falta de vontade de aceitar a verdade assustadora de que não há verdade e que tudo é permitido.

O discordianismo revela associações perturbadoras com o satanismo e o nazismo, e com o libertarianismo por meio de sua associação com a Freedom School do ex-membro do I AM Robert LeFevre. O fundador do discodianismo, Kerry Thornley, foi criado como mórmon, mas na idade adulta mudou sua ideologia.

O movimento I AM, é aquele que tem uma sede no Monte Shasta, na Califórnia e que acredita que lá fica a casa do mítico Conde Saint German.

Relacionado à ideia de”meme”, pode se dizer que é um tipo de brincadeira que faz parte de uma tradição de Culture Jamming, que foi influenciada pelo discordianismo. A unidade básica de uma mensagem em culture jamming é o “meme”. O termo foi cunhado e popularizado pela primeira vez pelo geneticista Richard Dawkins em seu livro The Selfish Gene (1976), para descrever como as ideias se espalham pelas culturas. A inferência é que, por analogia, os memes são para a cultura o que os genes são para os humanos. A memética é, portanto, análoga à genética, onde existe a crença que os memes podem ser gerados ou manipulados para alterar a cultura humana. Com o livro de Dawkins, o termo “meme” entrou na cultura popular.

Em Memetics: A Growth Industry in US Military  Operations, publicado em 2005, Michael Prosser, tenente-coronel do Corpo de Fuzileiros Navais, propôs a criação de um “Meme Warfare Center”. Prosser observou que os memes não eram componentes reconhecidos ou aceitos da estratégia militar na época, mas que, “sob a rubrica de Operações de Informação e Comunicações Estratégicas, ambos oferecem atualmente uma capacidade multifacetada de geração e transmissão de memes para os comandantes militares dos EUA”. Em Psicologia Evolutiva, Memes e a Origem da Guerra, publicado em 2006, Keith Henson definiu memes como “replicar padrões de informação: maneiras de fazer as coisas, elementos aprendidos da cultura, crenças ou ideias”. Também em 2006, a DARPA (que criou a metodologia que é aplicada na escola onde Elon Musk educa seus filhos) encomendou um estudo de quatro anos de memética pelo Dr. Robert Finkelstein, fundador da Robotic Technology Incorporated.

O termo “meme” foi posteriormente apropriado por críticos culturais como Douglas Rushkoff – um importante cyberpunk, amigo de Timothy Leary e professor em Esalen – que afirmava que os memes eram um tipo de vírus da mídia. Os ativistas contam com o uso de um meme para interromper o processo de pensamento inconsciente que ocorre quando a maioria dos consumidores assiste a uma propaganda popular e provoca um desvio no sentido situacionista. As reações que a maioria dos cultural jammers espera evocar são mudança de comportamento e ação política.

Kerry Wendell Thornley (também conhecido por seu manuscrito de 1962 The Idle Warriors, que foi inspirado pelas atividades de seu conhecido Lee Harvey Oswald antes do assassinato de John F. Kennedy) leu uma cópia do A Revolta de Atlas de Ayn Rand e se converteu ao “Objetivismo”. Thornley, cofundador (junto com o amigo de infância Greg Hill) do Discordianismo [ 1 ],também é geralmente conhecido como Omar Khayyam Ravenhurst ou simplesmente Lord Omar. Quando se casou, Thornley não era mais mórmon. Casou-se na Igreja Swedenborgiana com a ilustre presença do ídolo libertário Murray Rothbard [ 2 ]. Aqui já entra no orientalismo de Swedenborg [ 3 ].

Por sua doutrina de egoísmo radical e individualismo, Ayn Rand é uma das principais autoras citadas na Bíblia Satânica de Anton LaVey, que explica que sua religião é “apenas a filosofia de Ayn Rand, com cerimônia e ritual adicionados”.

Rand procurou desafiar dois mil anos de cristianismo. Seu objetivo era, em parte, combater o altruísmo (de Comte), e ela considerava como virtudes aquilo que a Igreja chama de vícios.

[ 1 ]
https://en.m.wikipedia.org/wiki/Discordianism

[ 2 ] Aqui segue a foto do casamento de Kerry Thornley, citado acima como o fundador do discordianismo. Na foto também está Murray Rothbard, na Igreja Swedenborguiana.

[ 3 ] Ed Rene Kivitz, Swedenborg, Sabbateanismo, Frankismo, Zinzendorf, Tantra Yogue.
https://rascunhos.data.blog/2023/04/05/ed-rene-kivitz-swedenborg-sabbateanismo-frankismo-zinzendorf-tantra-yogue/

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