Questionamentos ao CDB – Centro Dom Bosco

É notável que o CDB agora permita que portugueses adquiram suas publicações, alegando um “resgate da tradição católica em Portugal” [1]. No entanto, há uma questão fundamental que precisa ser esclarecida: a Igreja Católica, desde a fundação sobre Pedro, é indefectível e visível, conforme ensina o Magistério. O Concílio Vaticano I, na Constituição Pastor Aeternus, afirma que o Papa é a “rocha indefectível” da Igreja e que o Romano Pontífice sempre terá sucessores. Já o Vaticano II, no documento Lumen Gentium, ensina a comunhão hierárquica do Papa com os bispos como fundamento da unidade da Igreja.

Diante disso, surge uma contradição evidente: o CDB se apresenta como católico, mas não publica livros dos Papas pós-Vaticano II e evita reconhecer explicitamente a legitimidade do Magistério pós-conciliar. Ora, se a Sé de Pedro está vacante desde então, como se explica a continuidade da Igreja? E, se não está vacante, por que o CDB ignora sistematicamente os Papas legítimos?

Além disso, ao promover autores e ideias contrárias ao Magistério atual, o CDB não estaria se distanciando da obediência devida à Igreja docente? E como pode pretender “resgatar a semente do catolicismo” em Portugal, ao mesmo tempo em que nega ou omite a autoridade legítima do sucessor de Pedro?

Se o CDB não é sedevacantista, poderia esclarecer, com clareza e sem ambiguidades, se reconhece ou não os Papas pós-Vaticano II como legítimos? E se os reconhece, por que se recusa a divulgar qualquer documento oficial deles?

Sem uma resposta clara, o CDB parece cair em uma posição contraditória: quer ser católico sem estar em plena comunhão com a Igreja. Isso é uma questão grave e que exige um esclarecimento sem evasivas.

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