Teilhard de Chardin tentou integrar a teologia cristã com a teoria evolucionista e a cosmologia moderna.
Ele concebia a evolução como um processo cósmico, universal, em que matéria e espírito evoluem rumo a uma convergência no “Ponto Ômega”, identificado como Cristo, um “Cristo Cósmico” – visão que sugere um contínuo entre matéria e espírito, algo que implica monismo ou panteísmo, contrariando a separação clássica entre Criador e criação.
Ao sugerir que Deus não está separado da criação, mas intrinsecamente ligado ao processo evolutivo, essa abordagem dilui a transcendência divina e leva a uma interpretação herética do cristianismo. O “Ponto Ômega”, central no pensamento de Teilhard, representa a meta final da evolução cósmica e da história humana. Essa ideia reduz Cristo a um conceito filosófico ou cósmico, desviando-se da visão cristológica tradicional da Igreja, que enfatiza a encarnação, morte e ressurreição como eventos históricos e salvíficos.
A obra de Teilhard é uma tentativa de substituir a escatologia tradicional (vida eterna, céu, inferno, juízo final) por uma visão futurista e evolucionista, na qual a plenitude é alcançada dentro da história, através do progresso científico, cultural e espiritual.
Enfraquecendo a perspectiva transcendente da salvação cristã, Teilhard mistura categorias científicas (como evolução) com categorias teológicas (como redenção e graça), extrapolando os limites da ciência para propor uma teologia especulativa que se afasta das bases dogmáticas da fé cristã.
A partir dessa perspectiva poderemos perceber com maior clareza que o sonho tolo máximo dos transumanistas e “espiritualistas” é que, com a criação do “ciberespaço”, seremos capazes de entrar no “Pleroma”, o reino místico dos antigos gnósticos, “carregando” nossas mentes para a Internet. Assim, a Internet terá vindo a servir como uma totalidade do conhecimento humano, a consciência coletiva onisciente de Teilhard de Chardin, também conhecido como o “Cérebro Global”. Eis o provável roteiro de como pode se apresentar o Anticristo.
Sendo assim, o transumanismo é um casamento de Ayn Rand e Friedrich Nietzsche – especificamente, a convicção de Rand de que o estatismo e o coletivismo são as raízes de todo o mal e os conceitos complementares de Nietzsche do fim da moralidade, a “vontade de poder” e o Übermensch, ou “super-homem”. Esse libertarianismo é fundado em um luciferianismo onde Lúcifer persevera em tentar nos mostrar que não temos razão para aceitar o altruísmo, sendo somente pela liberdade da falsa virtude do altruísmo que ganhamos liberdade de Deus e do “Estado”.
Próximos dias escreverei, com maiores detalhes as ligações entre “ciência”, psicologia (e parapsicologia), gnosticismo e política. Provavelmente escreverei um artigo explicando a Nona Sinfonia de Beethoven e suas ligações com a origem da física teórica, quântica, alquimia e místicas gnósticas. É um texto que evito escrever há algum tempo, mas devido ao contexto revolucionário e a falta de percepção das pessoas em suas batalhas quixotescas, urge maior clareza. Falaremos sobre “ORVALHO”.
Ps. NUNCA fiz parte de NENHUMA sociedade ou grupo iniciático. Meu maior contato com “alquimia” foi através da Faculdade de Engenharia METALÚRGICA e de materiais.
