Ao CDB – Centro Dom Bosco

O CDB, ao ignorar sistematicamente os Papas pós-Vaticano II e se recusar a divulgar seus ensinamentos, age como se a Sé de Pedro estivesse vacante ou como se a autoridade papal pudesse ser relativizada. Isso contraria o espírito de São João Bosco, que jamais incentivaria tal postura.

Além disso, Dom Bosco ensinava que a Igreja é indefectível, ou seja, nunca pode falhar ou se desviar da fé. O Centro Dom Bosco, ao adotar uma postura ambígua em relação ao Magistério recente, age como se a Igreja tivesse se perdido após o Concílio Vaticano II. Isso é uma negação da própria promessa de Cristo:

“As portas do inferno não prevalecerão contra ela.” (Mt 16,18)

Em seus sonhos proféticos, São João Bosco via frequentemente ataques contra a Igreja e contra o Papa, vindos de forças externas e internas. Em uma de suas visões mais famosas, ele viu a Igreja como um navio em meio a uma grande tempestade, atacada por inimigos de todos os lados. O Papa guiava a embarcação e a mantinha firme, ancorando-a entre duas colunas: a Eucaristia e Nossa Senhora.

Essa visão se aplica perfeitamente à atual crise da Igreja. Enquanto São João Bosco enfatizava a importância de seguir o Papa para manter a Igreja segura, o CDB, ao questionar implicitamente a autoridade do Papa e ao dar espaço para ideias tradicionalistas radicais, coloca-se do lado dos que desestabilizam o navio de Pedro.

Se estivesse vivo hoje, Dom Bosco certamente olharia com preocupação para grupos como o CDB, que, ao omitir os Papas recentes e se associar a um tradicionalismo rígido, correm o risco de cair no mesmo erro dos jansenistas: um catolicismo seletivo, que rejeita o Magistério legítimo em favor de uma interpretação própria da Tradição.

Se o CDB realmente quer honrar São João Bosco, deveria seguir seu exemplo de fidelidade ao Papa e à Igreja. Ao contrário de fomentar dúvidas sobre a autoridade do Magistério pós-Vaticano II, o verdadeiro espírito salesiano é o de unidade, obediência e amor à Igreja visível.

O CDB precisa decidir: seguirá o ensinamento do Santo que tanto admira ou continuará promovendo um catolicismo seletivo e, no fundo, cismático?

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