Uma questão que merece uma análise mais profunda é a relação entre certas práticas gnóstico-sexuais e a formação do imaginário de uma parte significativa da intelectualidade acadêmica, especialmente no que tange à conexão entre repressão sexual e regimes totalitários. Embora muito disso tenha se intensificado após os movimentos de 68 na França, as raízes dessa articulação remontam, pelo menos, aos Catáros.
Sem nos perdermos em figuras como Swedenborg [1] e Sabbatai Zevi [2], podemos começar com Freud [3]. Sua filha, Anna, foi a primeira psiquiatra de Marilyn Monroe, que foi deliberadamente transformada em um “símbolo sexual” conforme as crenças freudo-marxistas da Escola de Frankfurt [4].
Esse mesmo freudo-marxismo foi a base para a revolução sexual dos anos 60. Orwell, que foi aluno de Aldous Huxley, em seu livro “1984” apresenta um exemplo clássico de conspiração totalitária. Embora o livro critique a tirania, há uma mensagem oculta que segue a tradição freudo-marxista: a tirania utiliza a “repressão” sexual para manter o controle.
Outro expoente da Escola de Frankfurt [5], Herbert Marcuse (que também trabalhou para a CIA), cunhou o slogan “faça amor, não faça guerra”. A ideia era derrubar o estado que “reprimia” nossos instintos. As relações culturais dos progressistas atuais refletem a crença de que a liberdade sexual e a luta contra o imperialismo estão interligadas, como se fazer sexo e atirar fossem ações equivalentes.