Antes de falarmos sobre ALGUNS LEIGOS que entraram na Prelasia Opus Dei, gostaria de deixar bem claro que São Josemaria Escrivá é Santo e parte de uma comunhão eterna que deve ser o objetivo de todos nós enquanto vivos no tempo.
A dificuldade que São Josemaria viveu foi a dificuldade que todos os Santos viveram – a missão, junto do Espírito Santo e da Igreja, de fazer parte do Katechon, conceito escatológico representado por uma palavra grega que significa “aquele que restringe”, interpretada como significando aquele que restringe a vinda do Anticristo. Para representar esse papel da Igreja, alguns Santos realizaram martírio para salvar almas e encaminha-las à Jerusalém Celestial. Santo Agostinho conviveu com a heresia maniqueista e foi convencido de seus perigos após muita oração de Santa Mônica, Santo Inácio de Loyola fez parte doa Alumbrados (Iluminados) e tornou-se um dos maiores combatentes de tais heresias, São Josemaria teve que lidar com muitos grupos que saíram com “pensamentos confusos” da Segunda Guerra.
Mas vamos falar da Primeira Santa brasileira – Santa Irmã Dulce [1] e seu papel de restringir a ascensão do Mal. Pra falar da importância da Obra de Santa Irmã Dulce dos Pobres, vamos dar uma voltinha pela literatura e pelo ambiente “cultural” brasileiro.
Em Capitães de Areia, Jorge Amado apresenta a precocidade com que essas crianças, entre 6 a 15 anos (Sem-pernas, Volta Seca, Professor, Pirulito, Gato, Barandão, Almiro, Dora e Pedro Bala) são inseridas nas adversidades da vida adulta em Salvador. É visível, em diversos momentos, a crítica social e a desconstrução da Igreja Católica pela vinculação da participação de ricos e
poderosos, traduzindo-se no desprezo às classes mais humildes e aos “conhecimentos e crenças populares”, das religiões afro-brasileiras, das quais Amado era iniciado.
Capitães de Areia fala, também, sobre eugenia – a velha tara gnóstica de purificação da raça. Na obra, Amado relata uma sociedade em meio a uma epidemia de varíola, lembrando que a revolta da vacina ocorreu no início do século passado fomentada por eugenistas. É interessante como a corrupção das crianças é alvo dessa trupe. Capitães de Areia são, para as religiões afro, a representação de “entidades infantis”, demônios conhecidos como Erês, que tem uma certa vinculação com a figura do Tolo. Tem uma personagem interessante, chamada Pedro Bala – bala que representa tanto a de armas quanto um doce de oferenda. Ele é filho de um sindicalista morto e acaba se tornando LÍDER SINDICAL. A esterilização desse “problema social”, também contada para os mais pobres através de narrativas musicais como Rap e Funk, uma espécie de “Negro Drama”, de filhos de viciados, de prostitutas, de lares desestabilizados, levando a um ideal aceitável de acabar com o sofrimento e gerando o questionamento do “nascer para sofrer”. Algumas coisas não parecem (só não parecem) ter relação com o inferno, mas é sempre surpreendente como os símbolos e as batalhas que Nosso Senhor enfrentou podem revelar um padrão. Herodes já procurava menores de dois anos de idade há dois mil anos, assim como o faraó perseguiu Moisés – hoje não esperam nem o nascimento.
Uma personalidade política que foi influenciada pela história da Amado foi o Presidente Russo Vladimir Putin [2].
Santa Irmã Dulce dos Pobres conseguiu a criação de uma Fazenda Agrícola e do Albergue de Santo Antônio, onde eram reestabelecidas as faculdades espirituais e morais, atuando como os Santos atuam – embora a mídia coloque ela como referência meramente de uma luta de classes, ela compreendia que as batalhas são de ordem metafísica, orientadas do Céu e ordenadas pela eternidade e, mais do que salvar doentes e pobres, ela salvou almas. O vídeo [1] dessa postagem mostra uma reportagem de época, nela vocês podem contemplar uma Santa.