“Ciência” e “ficção científica”.

Vamos falar um pouco sobre “cinema” e filmes de “ficção científica”, de androides e filhos de viuvas que existem em Guerra nas Estelas e Duna.

Estava estudando as influências da robótica e, fora as obvias relações com o Isaac Asimov, acabei passando pelo escritor Hanns Heinz Ewers  e suas obras, Alraune, O Estudante de Praga, O Golem e O Aprendiz de Feiticeiro.

O filme Metropolis, por exemplo, foi tanto inspirado nos personagens de golens de Ewers (Alraune) quanto na sua longa amizade e correspondência com Aleister Crowley. Ewers também traduziu vários escritores franceses para o alemão, incluindo Villiers de l’Isle-Adam. The Future Eve, de Villiers de l’Isle-Adam ajudou muito a popularizar o termo ” android ” ( Androïde em francês, o personagem é chamado de “Andréide”).

Na época em que Ewers escrevia suas principais histórias de terror, ele também dava palestras (entre 1910 e 1925) sobre o tema Die Religion des Satan (A religião de Satanás), inspirado no livro alemão de Stanisław Przybyszewski de 1897, Die Synagoge des Satan (A sinagoga de Satanás).

O Android de Metropolis acaba recebendo o nome de Maria – imitação satânica, obviamente. Está ligada à Future Eve de Villiers de l’Isle-Adam, à tal Andréide.

Duas curiosidades sobre a “Maria” de Metropolis:

1. o clipe da música Rádio Ga Ga, do Queen, foi inspirado no filme Metropolis, quando Fred Mercury e Maria se fundem ao final do clipe, o que pode trazer a interpretação da música para o lado mais, digamos assim, esotérico (assistam ao clipe com esta perspectiva em mente). Ah, a cantora Lady Gaga tem esse nome em homenagem à música em questão.

2. O robo C-3PO, montado por Anakin Skywalker (repleto de energia Vrill, digo, midi-chlorians), em Guerra nas Estelas, foi inspirado em “Maria” de Metropolis.

Anaquins, na Bíblia, são uma espécie de Nefilins, de caídos. Anakin Skywalker é uma espécie de “andarilho caído das estrelas”. Além disso, Anakin é fruto de uma inseminação artificial, a mãe de Anakin ficou grávida através de uma manipulação de Midi-chlorians encabeçada por Darth Sidious. Paul Atreides o Mahdi de Duna, é filho de uma concubina do clã Bene Gesserit, Jéssica Atreides.

Ah, a CIÊNCIA, a ficção científica… vamos um pouco mais fundo?

Como citou um amigo há pouco (e vou utilizar nesse texto mais algumas coisas que conversamos durante bastante tempo), geralmente a ficção científica é um modo diferente de se contar algo, de contar sobre “um mundo sem o Nosso Senhor Jesus Cristo”. Praticamente toda a literatura fantástica, no final, acaba por cair na necessidade de criar um mundo com sua própria mitologia, e que cai na fórmula inevitável do paganismo. Deuses maiores, menores, espíritos e criaturas elementais que dão manutenção para esse novo mundo.

O novo teaser de Duna Prophecy, por exemplo, existe uma clara referência à Perséfone (romã).

Mas vamos voltar um pouquinho, voltar para o Ewers. O mito de Alraune, da Mandragora. Nas práticas de bruxaria, as bruxas usavam o sêmen de criminosos enforcados para depois se auto-fecundarem e terem filhos de viuvas, “sem compaixão”, Isto é, psicopatas.

Para os amigos tomistas, essa questão é resolvida na Primeira Parte da Suma Teológica, questão 51, Artigo 3, resposta à Sexta Objeção. Mas continuemos.

No cinema temos algumas “coincidências”, pois o mesmo diretor de Nosferatu, Estudante de Praga e dO Golen dirigiu Alraune. Ah, a mesma atriz que fez Alraune interpretou Maria, de Metropoles.

Na morte por enforcamento e/ou suicídio, o falo do morto fica ereto. No caso da mandragora, nessas lendas a planta se origina quando o semen de um enforcado se deposita na terra. Isso está se referindo na prática ao homem promíscuo, ao homem depressivo ou ao criminoso. A terra é o próprio útero feminino. E o que nasce, não é “uma planta que cresce e vira gente”, como aparece nos filmes e livros de fantasia, mas sim, pessoas “sem alma”. Gente má, psicopatas do sexo masculino e feminino.

Agora vamos relacionar isso a alguns casos de “suicídio” famosos como o do Kurt Cobain, Epstein, John McAfee, David Carradine, Robin Williams, etc. Quando eles comentam  “asfixia sexual”, tal prática gera um prazer enorme. Notem que as práticas “esotéricas” e “místicas” de algumas seitas, sempre terminam com alguma esbórnia. Veja o Schuon, o Evola e o Guénon. As técnicas muitas vezes se apoiam no uso de drogas, dor ou atos sexuais bizarros, enfim, atos dionosíacos. Por que? Por causa da aceleração do batimento cardíaco excessivamente alto que é gerado. O que empurra o indivíduo no limiar muito próximo da sensação ou estado de morte clínica. Peguem as drogas mais conhecidas e pesquisem para ver. Voces vão notar que TODAS elas, inclusive a maconha, que parece deixar a pessoal vagarosa, induzem um aumento no batimento cardíaco. O que implica numa simulação “controlada” de uma EQM. Uma droga que aumenta o ritmo do batimento cardíaco loucamente é a ayauhasca, donde se extrai um dos componentes do chá conhecido como santo daime.

Em contraste com a mística dos Santos, que no geral, são pessoas que se mantem num estado de contemplação, oração e paz interior, os batimentos cardíacos no geral terão de ser baixos. Isto é, em vez de uma taquicardia que induz a um estado de EQM para acessar certos graus de realidade metafísica mais “elevados”, ou pelo menos que não esteja sendo dificultados pelas funções voluntários e involuntários do corpo, os santos “provavelmente” vão na direção contrária, a da bradicardia.

As bruxas de algum modo sabiam e ainda sabem que a recolha do sêmen de um sujeito que foi enforcado tem alguma coisa “mágica” que pode ser usado para se auto-inseminado no próprio útero (isto é, inserido na Terra) para depois dar vida para uma criança com problemas psicológicos e espirituais, o que pode colaborar com esses espírito gnóstico de vingança contra as criaturas de Deus, ao dar vida a indivíduos que irão criar caos social. Entre a prática e o efeito verdadeiro pode existir um abismo, mas em teoria, isso é o que elas acreditam.

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