Uma das características do movimento New Age é considerar os animais, vegetais e, até mesmo, minerais, dotados de uma espécie de consciência. No fundo, não passa de uma influência panteísta, herdada do paganismo, fruto de um velho xamanismo. Um dos reflexos é a atual vertente ecossocialista que, disfarçada de movimento científico racional, bebe na fonte das diversas correntes gnósticas.
Isso é uma consequência do humanismo e iluminismo, e da mudança da cosmovisão teocentrica para uma antropocêntrica que teve, como resultado, a espiritualidade como uma espécie de neblina sem configuração determinada, capaz de adotar qualquer forma e estar de acordo com qualquer ideologia ou religião. Durante a história da humanidade, essa semente esteve guardada, esperando um momento propício para germinar e, encontrando o momento perfeito, começa sua gestação no ventre da teosofia, maçonaria, gnosticismo, biologicismo do séc. XIX com um deísmo pagão imperante, rechaçando o Deus pessoal e influente na vida dos homens.
É uma espécie de nova espiritualidade, nasceu para oferecer uma falsa utopia que responde à sede profunda de felicidade do coração humano, especialmente nestes tempos de vacuidade e niilismo. Carrega uma ética e uma moral líquida que adota qualquer forma.
Sobre isso escreveu Santo Agostinho deixando claro que no mundo há duas cidades, ou seja, duas sociedades:
– Uma que vai do desprezo de si mesmo ao amor de Deus. A cidade de Deus.
– Outra que vai do desprezo de Deus ao amor de si mesmo. A cidade dos homens.
