

A invasão do Iraque em 2003 com o pretexto do país ter armas de destruição em massa era, de certa forma, verdadeiro. O Departamento de Defesa dos EUA divulgou traduções de vários documentos de inteligência iraquianos que datam do regime de Saddam. Um deles, um relatório do Diretório Geral de Inteligência Militar de setembro de 2002, intitulado “O surgimento do wahhabismo e suas raízes históricas”, mostra que o governo iraquiano estava ciente dos propósitos nefastos dos wahhabis da Arábia Saudita, geralmente conhecidos como salafistas, em servir aos interesses ocidentais. Muhammad ibn Abdul Wahhab era descendente de uma família de judeus Donmeh da Turquia. Os Donmeh eram descendentes de seguidores do infame falso messias do judaísmo, Shabbetai Zevi, que chocou o mundo judaico em 1666 ao se converter ao Islã. Vendo isso como um mistério sagrado, os seguidores de Zevi imitaram sua conversão ao Islã, embora mantendo secretamente suas doutrinas cabalísticas. Na Europa, os Sabbateanos acabaram sendo liderados um século depois por Jacob Frank, alegando ser uma reencarnação de Zevi. Essa era a “arma de destruição em massa” de SADDAM.
A comunidade Donmeh da Turquia estava concentrada na cidade de Salonika, que se tornou um foco de atividade maçônica, e de onde o movimento dos Jovens Turcos evoluiu, o que ajudou no colapso do império muçulmano dos turcos otomanos. Há evidências de que o próprio Ataturk, o fundador do estado turco moderno, também era de origem Donmeh. O atual presidente, Recep Tayyip Erdoğan, é Donmeh (Não esquecer que Jerusalém pertencia, antes da PRIMEIRA G MUNDIAL, ao império Turco Otomano).
Se você quer compreender a origem do fundamentalismo do Estado Islâmico e da cultura do Catar (um dos dois países regidos pela doutrina de Wahhab – o outro é a Arábia Saudita), que estamos tendo bastante contato através da aproximação que temos com a exposição da copa do Mundo de futebol, precisa entender o Movimento Wahhabismo – A Verdade e as Raízes, de Abdul Wahhab Ibrahim Al-Shammari, por exemplo, ibn Saud é na verdade descendente de Mordechai bin Ibrahim bin Mushi, um comerciante judeu de Basra. Aparentemente, quando ele foi abordado por membros da tribo árabe de Aniza, alegou ser um deles e viajou com eles para Najd e seu nome se tornou Markhan bin Ibrahim bin Musa. Lembra do caso recente do jornalista saudita esquartejado no consulado do seu país na Turquia? Era sobrinho do traficante de armas e ex-homem mais rico do mundo Adnan Khashoggi (outro membro da família morreu junto com a princesa Diana no caso dos paparazzi). Tem muita coisa sobre Khashoggi. Uma das suas propriedades foi “comprada” nos EUA e virou sede de uma seita esotérica frequentada pela elite…
Carl Marx também era de origem Sabbateana, seu pai Heinrich tendo sido introduzido na seita. Como o historiador judeu Paul Johnson apontou em sua História dos Judeus, a teoria da história de Marx se assemelha às teorias cabalísticas da Era Messiânica do mentor de Sabbatai Zevi, Nathan de Gaza. Um dos avós de Marx era Nanette Salomon Barent-Cohen, que pertencia a uma rica família de Amsterdã. A filosofia do comunismo de Marx também representou um desenvolvimento adicional da Cabala Luriânica através da influência de Hegel. Em última análise, o pensamento de Hegel e Marx foi uma extensão da literatura apocalíptica judaica e do Livro do Apocalipse, por meio da interpretação de Joaquim de Fiore.
De acordo com Scholem, “o sabatismo é a matriz de todos os movimentos significativos que surgiram nos séculos XVIII e XIX, do hassidismo ao judaísmo reformista, aos primeiros círculos maçônicos e ao idealismo revolucionário. Os ‘crentes’ do Sabbateanismo sentiam-se como campeões de um novo mundo que deveria ser estabelecido derrubando os valores de todas as religiões positivas.”
Quanto a cabala moderna, o grande expoente é, sem dúvidas, o rabino Isac Luria. Ele é o pai da dialética moderna. A dialética é uma crença fundada na Cabala Lurianica do rabino Isac Luria, conhecido como O Ari, onde o bem e o mal são considerados uma falsa dualidade, resolvida em tikkun: a restauração cósmica no final dos tempos, quando o homem se torna Deus e define sua própria verdade. Embora nunca articulado pelo próprio Hegel, foi desenvolvido por Heinrich Moritz Chalybäus, um filósofo alemão mais conhecido por sua caracterização da filosofia de Hegel, postulando uma dialética de uma tríade de tese-antítese-síntese. Hegel atribuiu a terminologia da dialética a Kant, que foi influenciado por Swedenborg [2]. E dando continuidade ao trabalho de Kant, Fichte elaborou muito o modelo de síntese, que foi retomado por Schelling.
Existe um mapa da influência do movimento frankista, de Jacob Frank na região da Polônia, Hungria e Wallachia (Transilvânia) [IMAGEM 1 e LINK 3]
Jacob Frank foi obrigado a se converter ao cristianismo e logo foi preso em Varsóvia em 6 de fevereiro de 1760 e entregue ao tribunal da Igreja Católica. Ele foi condenado por ensinar heresia e preso no mosteiro de Czestochowa, no sul da Polônia, que se tornou o lar do movimento Frankismo no final do século XVIII e no século XIX.
Após sua libertação, Frank e sua comitiva se mudaram para a Morávia [IMAGEM 2] e, em particular, para a cidade de Brünn, onde havia permanecido uma fortaleza sabbateana e que estava intimamente ligada à nobreza local. Acompanhado por sua filha Eve, Frank viajou repetidamente para Viena e conseguiu ganhar o favor da imperatriz Maria Theresa, a última da Casa de Habsburgo, que o considerava um disseminador do cristianismo entre os judeus. No final das contas, Frank foi considerado incontrolável e foi forçado a deixar a Áustria. Ele e seu círculo de seguidores mudaram-se para Offenbach, Alemanha, a partir de 1786. Assumindo o título de “Barão de Offenbach”, ele adotou um estilo de opulência real, recebendo apoio financeiro de seus seguidores poloneses e morávios, que faziam frequentes peregrinações a ele. Frank morreu em Offenback em 1791, após o que Eva se tornou a “santa amante” e líder da seita. Em novembro de 1813, após a batalha de Leipzig, o czar Alexandre I, então imperador da Rússia, cavalgou de Frankfurt a Offenbach para visitar Eve (de quem provavelmente era meio irmão, pois sua mãe, pois havia um rumor que era filha ilegítima de Catarina, a grande).
Os franquistas católicos batizados seguiram as outras filhas de Frank desde seu primeiro casamento, cuja liderança passou a se estabelecer na Itália, Espanha e Irlanda onde contribuíram para uma renovação mística, litúrgica e devocional do catolicismo. Os franquistas que foram para a Irlanda deveriam trazer esse intenso foco “mariano” com eles e, sob os padres, bispos, freiras e leigos papais franquistas, inauguraram uma “nova era” de fervor “mariano” no catolicismo irlandês. Foram os franquistas ocultos na Igreja da Europa que defenderam dogmas como o da infalibilidade papal. As mulheres franquistas se destacavam nas Irmãs da Misericórdia, Irmãs da Caridade e Irmãs da Apresentação. Eles guardavam a linhagem materna judaica garantindo que seus filhos se casassem com mulheres de famílias franquistas.
Eles se misturaram com a já existente comunidade cripto-judaica da Irlanda. É somente com essa conversão franquista que essas famílias cripto-judaicas se tornaram verdadeiramente católicas. As famílias franquistas adotaram nomes e identidades irlandesas. Alguns dos nomes eram Murray (Murzynski), CULLEN (COHEN ), Murphy (Morpurgo), O’Connor/ Connor (Kinnor/ Konarski), Kinsella (Kaplinski), MAHER (MAYER), Doyle (D’Oliveira), McCabe ( Maccabi), Lynch (Luntz), Flood (Folda), Brennan (Brainan), Lavin (Zaslavski), Carroll (Karlin), Nolan (Nolen), Neill (Nehlhans), Walsh (Wolowski) etc.
O filho de Joseph Mayer e Hannah Rothschild foi Pinchus Mayer (também conhecido como Patrick Mayer). Suas filhas Mary e Judith se casaram com membros da família Frankista Cullen (Cohen). Mary se casou com Hugh Cullen, pai de Paul Cullen, o primeiro cardeal da Irlanda. A mãe de Hugh pertencia à família Kaplinski (que adotou o nome irlandês de Kinsella na Irlanda), que era parente próximo da segunda esposa de Jacob Frank, Chana. Sob os bispos irlandeses franquistas, culminando na obra do filho de Hugh, o cardeal Cullen, o catolicismo irlandês foi transformado no que foi chamado de “revolução devocional irlandesa”. Cullen participou da definição do dogma da Imaculada Conceição e elaborou a fórmula da infalibilidade papal no Primeiro Concílio do Vaticano. Seus parentes, amigos e alunos, conhecidos como “Cullenites”, exerceram grande influência no exterior, com Patrick Francis Moran, arcebispo de Sydney, um exemplo notável.
Os sabbateanos inventaram o termo “judaísmo ortodoxo”, para sugerir que suas interpretações heréticas eram apenas uma evolução da “verdadeira fé”, ao mesmo tempo em que rejeitavam as tradições nas quais ela se fundamentava, que eram a Torá e o Talmud, em favor do Zohar (ou seja, abolir a lei judaica pela gnose). Como o rabino Samson Raphael Hirsch comentou em 1854:
“Não foram os judeus “ortodoxos” que introduziram a palavra “ortodoxia” na discussão judaica. Foram os judeus “progressistas” modernos que primeiro aplicaram esse nome aos judeus “velhos” e “atrasados” como um termo depreciativo. Este nome foi a princípio ressentido pelos “velhos” judeus. E com razão. O judaísmo “ortodoxo” não conhece nenhuma variedade de judaísmo. Concebe o judaísmo como uno e indivisível. Não conhece um judaísmo mosaico, profético e rabínico, nem um judaísmo ortodoxo e liberal. Só conhece o judaísmo e o não-judaísmo. Não conhece judeus ortodoxos e liberais. De fato, conhece judeus conscienciosos e indiferentes, bons judeus, maus judeus ou judeus batizados; todos, no entanto, judeus com uma missão que não podem abandonar. Eles só são distinguidos conforme cumprem ou rejeitam sua missão.
A pesquisa do rabino Antelman demonstrou que, refletindo a rejeição franquista da Torá , de acordo com o Judaísmo Reformista, que agora é a maior denominação de judeus americanos, quase tudo relacionado com a lei e o costume ritual judaico tradicional é do passado antigo e, portanto, não mais apropriado para os judeus seguirem na era moderna.
Jacob Frank no século XVIII, cuja seita é conhecida como franquistas, ou zoharistas, por sua rejeição da Torá, em favor do Zohar, o mais famoso texto cabalístico.
[1]
http://www.fas.org/irp/eprint/iraqi/wahhabi.pdf
[2]
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=5638850499460712&id=100000074531872&mibextid=Nif5oz
[3]
https://yivoencyclopedia.org/svg/maps/Sabbatianism.html
O problema do Zohar, na minha opinião (que está aberta a questionamentos sempre), é que, depois de ter colocado em texto uma tradição oral, trouxe uma forma muito “aberta” de interpretação do judaísmo, deixando, no plano exotérico, pronto pra fundir com outras religiões baseadas no mesmo misticismo da corrente que tem domínio doutrinário que, na atualidade, é a corrente Lurianica. Em outras palavras deixa prontinho pra uma religião global e permitida. É um tipo de conhecimento que tanto pode ser direcionado para para o Bem quanto para o mal e, essa atual corrente, ainda coloca os dois em igualdade de forças.
O interessante é que sempre, em todas as grandes religiões, uma espécie de misticismo vai sendo erguido com uma característica peculiar: abolir ou desacreditar a lei (tradições) em favor de uma corrente esotérica. Teologia da Libertação e Missão Integral com Teilhard de Chardin, Induismo e budismo com HP Blavatsky e Annie Besant, islamismo com Guénon…