



Estava fazendo um resumo e comparando os símbolos com eventos na história recente das correntes iluministas, humanistas e entrando um pouco na época dos renascentistas e li sobre a batalha de panfletos que se seguiu entre Pfefferkorn e Reuchlin, durante o período da reforma protestante. Uma das ferramentas usadas é a LINGUAGEM, mais especificamente o termo que desde o começo da pandemia eu e vários amigos fomos chamados: OBSCURANTISTAS.
Tudo começa com o domínio do passado que tem como uma das ferramentas a corrupção da linguagem. Um dos truques da esquerda progressista, desde seus ancestrais iluministas, é o uso da linguagem para destruir valores. Guerra cultural na Ciência Política, resume-se muito bem com uma lição de Sun Tzu: “Se conhecer a si próprio e a seu inimigo não temerá mil batalhas”.
Avisou-nos Franz Rosenzweig, para quem a linguagem é mais do que sangue: é um estudo de filologia aplicado à ciência política.
Victor Klemperer, filólogo que viveu na Alemanha, foi atormentado pelos horrores e pela perseguição do nazismo pois era judeu. Porém, o fato de ser casado com uma alemã lhe garantiu que sua prisão e execução fossem recorrentemente postergadas e sobreviveu. Lecionava na Alemanha e Percebeu que seus alunos que aderiam às ideias de Hitler falavam de um modo muito próprio, que os identificava, criando um sentido de grupo e de pertencimento. Para Klemperer, o nazismo se consolidou efetivamente quando dominou a linguagem.
Fixou-se um ideal de heroísmo, como prerrogativa de raça. Acreditou-se nessa falsidade até a ruína final. Era tarde demais. Uma pobreza de espírito, alimentada por um orgulho exuberante. Segundo Klemperer, “o nazismo se embrenhou na carne e no sangue das massas por meio de palavras, expressões e frases impostas pela repetição, milhares de vezes, e aceitas inconsciente e mecanicamente”. Como em todas as ditaduras, altera-se o sentido das palavras e a frequência como eram utilizadas, impondo-se valores e visões de vida.
Segue, no primeiro comentário, um link para o termo OBSCURANTISMO e vale a pena ver sua origem e por quais pessoas e correntes foi utilizado na história.