(Biografia do Mário Ferreira dos Santos, por suas Filhas Nadiejda Santos Nunes Galvão e Yolanda Lhullier dos Santos, 2001)

“A idéia da Filosofia Concreta nasceu numa aula, foi assim espontânea. Eu dava aulas diárias e disse aos alunos: “ Vou suspender as aulas por uma semana porque neste momento tive uma idéia e vou escrever já.” Então escrevi naquele dia as duzentas e setenta teses uma atrás da outra, depois foi que desenvolvi a demonstração, porque elas vieram decorrendo de mim, assim espontaneamente, sem nenhuma busca, foi uma coisa espontânea. No ‘Tratado de Esquematologia’ as teses de psicologia também foram espontâneas, depois é que fui procurar as demonstrações que vinham a favor delas. Isto me surgiu numa véspera de carnaval, passei o carnaval escrevendo. No carnaval, eu reajo. Todos tocam samba, então eu toco Bach, fico ouvindo os cantos gregorianos, e aquilo me inspira, me cria um ambiente favorável e tudo me sai espontâneo. Depois é que fui procurar as demonstrações e o que a experiência me apresentava de favorável para justificar as minhas disposições. Não foi assim um trabalho, mas uma graça, uma coisa misteriosa…e o subconsciente foi realizando, até hoje ainda não pude compreender claramente… alguns pontos”

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