A questão da espionagem e seu estudo é essencial para entender e conseguir vincular eventos históricos e mudanças na cultura/psique/espiritualidade da humanidade.

Estou tentando juntar uns pontos e, dentre alguns dos que tenho conseguido traçar paralelos estão redes de influência de alguns dos agentes de inteligência mais antigos, como John Dee (inspiração para o 007) que ajudou a rainha Elizabeth I da Inglaterra a por um fim na hegemonia espanhola.

Tem o Lama Agvan Dorjieff (ou Dorzhiev), tutor do Dalai Lama XIII e que alguns dizem tratar-se de George I. Gurdjieff (a lenda de que Gurdjieff e Dorjieff eram a mesma pessoa era amplamente aceita entre os discípulos de Gurdjieff) comerciante de tapetes e espião, que trabalhou como agente secreto russo no Tibete e que Stalin morou na casa de sua família por algum tempo.

É importante lembrar de Aleister Crowley, que criou o símbolo memético “V” da vitória durante a Segunda Guerra para Winston Churchill como fenômeno de massificação para contrapor o Sieg Heil utilizado pelos nazistas. A simbologia alemã, segundo a ideologia pagã da sociedade Golden Down de Crowley, exaltava a força da deusa egípcia Isis e, para combater essa força, foi invocada a força da divindade que matou e despedaçou seu marido Osiris, a serpente Apophis (o V remete também as duas presas). Como era necessário difundir em toda sociedade britânica, e eles tinham como uma das maiores ferramentas de propaganda na época o rádio, a BBC começou a utilizar como vinheta, meme, a V sinfonia de Beethoven (dã dã dã daaaaaaã, em código morse, vira ponto ponto ponto traço, a letra “V”).

Alguns desse agentes, embora personagens notórios da história, não eram conhecidos como membros das forças de inteligência, como Carl Jung, o agente 488 da OSS (precursora da CIA).

A ligação das agências de inteligência com o ocultismo é clara. É um mundo pouco descrito e fundamental pra compreensão dos conflitos geopolíticos, assim como para o estudo das heresias e infiltrações nas grandes religiões.

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